EntermotionNa Entermotion, nós despedimos clientes. Não por fetiche, mas pela felicidade de quem trabalha na agência. A decisão não vem de cima, vem em conjunto. Sempre que um de nós sente que o cliente está passando dos limites e enchendo o saco demais, é hora de conversar sobre as possibilidades de mandá-lo procurar outra agência.

Mandamos embora clientes grandes, se for necessário. Na verdade, há uns 5 meses nós mandamos embora o nosso maior cliente. Ele estava conosco há 3 ou 4 anos, e era uma máquina de nos trazer novos jobs. Passou dos limites diversas vezes e sempre exagerava nos pedidos de alteração. Transformou-se em um grande incômodo na vida de todos e acabou no olho da rua. Eu não conseguiria descrever o alívio se tentasse.

Não fazemos isso constantemente porque nossos clientes têm bom senso suficiente. Talvez porque nós os educamos a ser assim. Dizemos “não” a diversos pedidos de alteração, e cobramos adicionais sempre que o pedido é fora do que julgamos justo. Sabemos que muitos concorrentes não fazem isso e abrem as pernas para todas as vontades de clientes.

No fim das contas, acho que é só uma diferença de objetivo. Por aqui, o objetivo é ser uma empresa feliz fazendo coisas excelentes. Piegas, mas o dinheiro é conseqüência.

Ah, estamos contratando.

Não tenho conhecimento técnico suficiente para falar algo inteligente ou novo sobre a crise financeira que está rolando por aí, mas uma coisa me chamou a atenção nesses últimos dias. Não tem muito a ver com a crise em si, mas com algo maior, provavelmente da natureza da nossa civilização.

É impressionante como algumas ideologias fascinam governos, instituições e pessoas e as fazem acreditar que algo está lindo e perfeito até o ponto em que é tarde demais e a coisa toda já bateu no ventilador – em 1929 foi parecido.

Anos antes da Segunda Guerra Mundial, a Europa e o mundo – tomados por esperanças ingênuas de um pacifismo diplomático – ficaram olhando Hitler reconstruir a máquina de guerra da Alemanha, mesmo quando Mein Kampf já denunciava as reais intenções.

Talvez seja porque nosso default é ser reativo e não pró-ativo, e nós só conseguimos ver o muro quando ele está perto demais.

Os preços do iPhone 3G estão bem altos na Vivo e na Claro – provavelmente os mais altos do mundo.

Já vi essas história antes…

As duas operadoras estão aproveitando o hype e o desespero de muita gente em ter o aparelho, do mesmo jeito que a Apple fez nos Estados Unidos – lembra que ele começou custando US$ 599?

Daqui uns meses, as coisas vão ficar mais acessíveis; especialmente na Claro, se ela quer realmente usar o aparelho como um dos carros-chefe para ultrapassar a Vivo e ser a maior do país.

Mas claro que quem comprar agora não vai ter dinheiro de volta depois

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