Oasis em SP, desrespeito e decepção total
Sábado eu fui no show do Oasis em São Paulo e saí decepcionado e irritado com o que deveria ser uma noite divertida ouvindo um rock dos bons, e baladinhas clássicas. Não foi o típico mau humor dos irmãos Gallagher que causou tudo isso, mas sim uma péssima organização que faltou com respeito tanto com quem pagou caro para estar na Arena Anhembi, como também com a banda de abertura Cachorro Grande.
O sistema de som do evento estava horrível. Muito baixo e mal balanceado, ele falhou completamente durante uma das músicas da banda de abertura, deixando os caras tocando para ninguém ouvir durante 3 ou 4 minutos. O volume das guitarras e do vocal eram fracos, e em momentos as guitarras era inaudíveis.
Eu esperava que a qualidade e altura fossem aumentar assim que o Oasis aparecesse, mas fiquei sonhando. Pra se ter uma noção de quão baixo o som estava, eu e meus amigos conversávamos calmamente, sem gritar, como se estivéssemos num bar sem música ao vivo – sim, porque em bar com música ao vivo o som é bem melhor e dificulta conversinhas paralelas.
O que me impressionou mais foi a avaliação do UOL Música, que teve colhões pra dizer o seguinte:
Vale destacar a excelente qualidade de som, que contribuiu particularmente para a apreciação dos arranjos mais complexos do novo álbum.
Ahn!?!? Excelente qualidade de som? Apreciação dos arranjos complexos? De quatro alternativas, uma: (1) o Oasis fez uma apresentação especial para a imprensa, (2) o jornalista estava muito bêbado, (3) o jornalista estava em cima do palco, (4) o jornalista nem foi no show. Ah, nunca podemos descartar a possibilidade adicional da matéria ter sido paga pela organização também, né.
Já fui em vários shows na Arena Anhembi e esse com certeza esse foi o pior de todos. Aliás, não só entre os shows da Arena, mas de todos os shows que eu já fui. Show de rock com som ambiente é como cerveja sem álcool, ou churrasco sem carne, ou qualquer outra analogia mambembe dessas.
Com os 3 ingressos de meia entrada que eu comprei, mais o estacionamento, mais a gasolina e os pedágios, foram R$ 600. 600 reais para ter um experiência horrível, e só ganhar stress.
Mais uma vez, o mercado de serviços do Brasil mostra que está muito preocupado com seus clientes…
PS: eu fui no show do Oasis em 2006 e tudo que eu tive a dizer foi isso.
Este artigo foi postado 10 meses atrás, no dia 11/05/2009 às 23:35 em Desventuras, Música. Você pode deixar um comentário ou fazer um trackback de seu site.






Rafael Damasceno disse há 9 meses e 7 semanas:
Onde você ficou no show?
Eu não senti maiores problemas com o volume do som, mas fiquei na beira do palco. Entretanto, o som estava mesmo um pouco mais baixo que o normal.
Quanto à qualidade geral do som, achei que estava melhor do que no show do Oasis no Rio, na mesma semana. Mas, de novo, julgando de onde eu estava. Talvez o UOL Música também estivesse bem próximo ao palco e não tenha se preocupado em colher opiniões de pessoas que viram o show de outros lugares no Anhembi.
Brian Barbutti disse há 9 meses e 7 semanas:
Comecei o show perto da mesa de som, no meio do caminho entre o palco e o final da platéia. Aí tentei andar mais para trás para ver se conseguia ouvir melhor; melhorou uns 10%, mas ainda patético.
A organização tem que pensar em todo mundo que vai ao show e não somente em quem ficará grudado no palco. Falta se respeito com quem pagou e quem esperava ansiosamente pra ouvir uma grande banda.
O Skol Beats, por exemplo, é feito no mesmo lugar desse show do Oasis. Já fui duas vezes e em ambas saí do Anhembi com o ouvido zunindo pelo volume do som, além de impressionado com a qualidade do som. E os ingressos custam a metade do preço…