O caso de Veja

Assino embaixo de tudo que o Luís Nassif diz em sua página de ataque a veja. Eu já pensava isso da revista há muito tempo e discuti bastante com amigos a situação da ética da (suposta) publicação de maior influência no Brasil.

A coletânea de informações e argumentos que o Nassif fez é imperdível. Eu nunca tinha pensado na relação com os neocons, mas realmente a luva encaixa-se perfeitamente.

O maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico.

(…)

Durante todos os anos 90, Veja havia desenvolvido um estilo jornalístico onde campeavam alusões a defeitos físicos, agressões e manipulação de declarações de fonte. Quando o estilo “neocon” ganhou espaço nos EUA, não foi difícil à revista radicalizar seu próprio estilo.

Um segundo fenômeno desse período foi a identificação de uma profunda antipatia da chamada classe média mídiatica em relação ao governo Lula, fruto dos escândalos do “mensalão”, do deslumbramento inicial dos petistas que ascenderam ao poder, agravado por um forte preconceito de classe. Esse sentimento combinava com a catarse proporcionada pelo estilo “neocon”. Outros colunistas utilizaram com talento – como Arnaldo Jabor -, nenhum com a fúria grosseira com que Veja enveredou pelos novos caminhos jornalísticos.

Falando nisso, eu estou seriamente cansado do preconceito de classes no Brasil…

Este artigo foi postado 4 meses e 5 semanas atrás, no dia 02/04/2008 às 10:33 em Brasil, Política. Você pode deixar um comentário ou fazer um trackback de seu site.

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