Intercon 2007
Em uma palavra, o Intercon 07 foi excelente. Desde à organização de primeira, à apresentação engraçadíssima-e-não-menos-pertinente do Luli Radfahrer, a palestras sensacionais, ao movimento que virou o Twitter. Abaixo, meus comentários.
Organização
Primeiramente eu não poderia deixar de falar bem da organização do evento. Além de tudo ter corrido impressionantemente bem durante os 2 dias de evento, a rede wi-fi agüentou praticamente o tempo tempo a enxurrada de participantes conectados por celulares e/ou notebooks. O local escolhido, o teatro do Shopping Frei Caneca, ajudou bastante manter o nível do evento no alto.
Palestras
Assisti a todas as palestras e diria que fiquei muito satisfeito com a maioria, dando especial destaque à do Sérgio Mugnaini, da Almap BBDO (disponível aqui). Eu já tinha um fascínio grande pelo trabalho da Almap e a apresentação de cases aliada ao papo objetivo do Sérgio só fez esse sentimento aumentar. Essa ainda foi a última palestra do evento, o que me fez sair do teatro extasiado.
Ainda na área de agências de propaganda, o Gustavo Fortes da Espalhe também deu show com os cases de guerrilha da Tetra Pak (Tetra Prisma) e a campanha “Eu sou da lapa” (para a incorporadora Klabin Segall).
O painel dos master-bloggers foi muito bom e a abertura Tropa de Elite foi inusitada e divertida.
Nem tudo foi perfeito; a palestra da MPP Solutions foi muito vaga e acabou chovendo no molhado para os participantes; focou-se em contar o funcionamento da internet e a gênese do termo “web 2.0″, quando na verdade os espectadores já passaram dessa fase — até do próprio termo. Acabou sendo bastante deslocada para o público e como resultado, o auditório acabou ficando relativamente vazio — o pessoal preferiu o lounge do Camiseteria.
Outra relativa decepção foi a palestra de Marco Bebiano, Head of Agency Relations do Google Brasil. Existia em mim e acredito que também no resto do público uma enorme expectativa sobre as idéias que ele nos apresentaria — pelo fato dele ser de uma das empresas mais admiradas e hypadas do mundo –, mas acabou ficando somente no feijão-com-arroz mesmo. Nada muito desafiador à mente. Em um determinado momento ele mencionou que o Google Brasil tem um especial interesse em penetrar as classes C e D do país, mas nenhum mísero detalhe. Talvez não tenha sido ruim, somente ficou abaixo das minhas expectativas — que eram bem altas.
Eu não fazia idéia que o Twitter ia tomar as proporções que tomou dentro do evento; enquanto as palestras aconteciam, nós da platéia comentávamos, tanto com perguntas e indagações, como com muitas piadas, é claro.
Na manhã do primeiro dia o movimento ainda era pequeno, porém no segundo dia o negócio ficou tão grande que as perguntas feitas pelo Twitter eram instantaneamente repassadas aos palestrantes.
Nas palestras menos interessantes, o Twitter foi a salvação de quem não podia sair do palco.
O Alexandre Fugita tem o tópico mais interessante sobre o assunto — ele estava comigo durante a palestra da MPP e aprendemos muito sobre o que é a Wikipedia e como a web evoluiu nos últimos 10 anos. E como o mercado é jovem demais ainda. Essas coisas… relevantes.
Este artigo foi postado 9 meses e 7 semanas atrás, no dia 29/10/2007 às 21:26 em Web. Você pode deixar um comentário ou fazer um trackback de seu site.






