A Web 2.0 não é a bolha

O Second Life é. Uma bolhazinha, mas que vai estourar e não vai demorar muito. Todo o hype rolando ao redor do jogo não corresponde ao que ele realmente é. Pelas palavras de Michael Arrington:

I’m a Second Life fan, but sometimes the hype gets to be a little too much. At any given time up to 20,000 or so people are logged in to the service. That’s not enough adoption to justify putting Second Life in the same sentence as Mosaic and Mozilla just yet. Today, it’s the playground for just a few hard core users who can live with an annoying server lag and who, apparently, spend at least some of their time gleefully throwing penises at others. Second Life is a really fancy hosting business, since their main revenue source is renting servers for people who buy islands and other real estate.

Quando todas as empresas que estão investindo no jogo perceberem isso, vai ser tarde pra muita gente. Eu sou um fã de jogos, mas sou realista; a adoção de jogadores nunca vai ser o suficiente para o jogo se tornar uma mídia assaz atraente, pagar investimentos e gerar lucros sustentáveis e suculentos. E mesmo que a adoção seja grande, os jogadores dispostos a gastar dinheiro com o jogo e a consumir os produtos anunciados farão parte da minoria. A geração que cresceu jogando videogame é também aquela que menos ouve as baboseiras das grandes corporações; ela não acredita em grandes eventos caros e outdoors, mas sim no que seus amigos indicam e falam que é bom (viral marketing, etc.). Desculpem-me, mas um banco que tenta emular um espírito cool colocando uma agência em um mundo virtual só está dificultando a minha conversão em cliente.

Get a First Life

Darren Barefoot lançou uma sátira muito engraçada sobre o jogo: Get a First Life.

Get a First Life

Este artigo foi postado 23 meses e 10 semanas atrás, no dia 22/01/2007 às 0:37 em Marketing, Videogame, Web. Você pode deixar um comentário ou fazer um trackback de seu site.

2 comentários para “A Web 2.0 não é a bolha”

  1. Jairo Margatho disse há 23 meses e 9 semanas:

    Fellow,

    Agradeço a sua imensa consideração no post anterior… sinto o mesmo por vc …. O cara sensacional com quem trabalhei.
    Achei um ponto de discordia…. o Second Life… Ok, pode ser um lance de nerd e pá… mas estou um pouco por dentro do assunto. O Second Life está iniciando seu programa de expansão mundo a fora, incluindo o Brasil neste ambiente. O produto é bem inovador e demora, como toda inovação, muito para atingir uma maturidade, tanto em negócios quanto em diversão. A própria Lindem assume isso, a diversão do Second Life ainda não começou.
    Com relação ao MKT em ambientes virtuais, podemos observar uma tendencia cada vez mais presente nas empresas, ou ao menos tentam. A tendencia de tentar fazer com que o consumidor não seja um agente meramente passivo na relação consumidor-marca, e sim um ator dentro da criação de um mundo que será conhecido como Gestao de Marcas e Produtos.´O SL se tornará um ambiente onde consumidor poderá, muitas vezes de forma gratuita, interagir com a marca.
    Lembre-se, o SL atual é a ponta do Iceberg, ele não tem nem capacidade de atuar hj em dia, mas está lancando as estruturas para isso!

    abração

  2. lokesttop disse há 3 meses e 1 semana:

    Voce esta errado duplamente:

    Priemeiro: Second life nao é um jogo e sim um mundo virtual, se quer saber o q seria um jogo, ou seja a coisa mais parecida com second life que ainda seria um jogo, isso seria o the sims online (o jogo sofreu muitas mudanças recentemente acho e essas mudanças acho que fizeram o the sims deichar de ser um jogo, outro jogo nao parecido com second life mas só que da pra vc botar dinheiro real para usa-lo no jogo e pegar dinheiro de volta é o project entropia (esse tb sofreu muitas mudanças e nao sei se ele deixou de ser um jogo tb) alias muitos jogos online tem uma forma de se pagar dinheiro real para pegar no jogo (apesar de nao darem para converter em real de novo, a nao ser q vc mesmo faça um contrato com um jogador via msn e ele te passe a conta onde vc deposita e vcs marcan o lugar no jogo para ele te dar o dinheiro, ou por meio de empresar que fazem isso [ou seja ao contrario second life e o entropia o jogo nao da suporte a isso]) .

    Segundo: Você disse : “ela não acredita em grandes eventos caros e outdoors”, sim ela acredita sim (pelomenos nos jogos offline), foi feito um estudo e mostrou que os trailers de jogos venden mais jogos do que os demos jogaveis, e com trailers incluen-se até aqueles trailers que nao mostran o jogo em si sendo jogado (simplesmente falam coisas como por exemplo “no ano que vem um jogo vai mexer com sua cabeça” e mostran a história por tra do jogo”)

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